sábado, 4 de junho de 2011

Uma brisa leve em contato com sua pele alva. O pôr-do-sol à deriva do anoitecer. O crepúsculo. A noite gélida de prontidão arremetendo os pensamentos perversos dos tolos que insistem nos próprios devaneios. Pensamentos. Sentimentos. Palavras. Doces palavras jogadas ao vento.

Um suspiro, um sussurro. O suor de ambos os corpos unidos e entrelaçados como se fossem apenas um. O momento. E o depois? Chega a ser cômico o que a vida reserva para determinadas pessoas. Porém, há aquela dúvida de que não existe algo preparado para nós, talvez não haja o destino: você quem o fez e é você quem o faz, não foi a “vida” quem lhe preparou aquilo. Mera coincidência? Talvez.

Momentos vêm e vão, vagamente, assim como lembranças. É difícil tolerar o que se passa ao seu redor, é difícil sorrir para os outros quando no fundo seu sangue ferve querendo partir para cima. Uma máscara. Ser forte é olhar para frente e jogar uma capa de invisibilidade naqueles que algo fizeram contra você um dia; é sorrir para eles como se houvesse perdão ou pedido de desculpas aceito; é sair com eles como se nada tivesse acontecido; é seguir em frente, em busca de encontrar novas pessoas que os substituam. Falsidade? Não é considerado depois que se é pisado por mais de duas vezes. É como dizem “Quem faz uma vez não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze.”

Imersa em águas cristalinas, seus pensamentos são dispersos, vagarosamente. Sente que ninguém a compreende, a não ser ela mesma. Há tempos de contrapartida, na qual ela se perde nos próprios enigmas. Mas quem se importa? Os pseudo-amigos? Supostamente que não. Sentir-se-á melhor sozinha, como sempre foi. Sempre soube se virar sem ninguém, e, o que acomete seu íntimo é quando atingem seu ponto fraco, quando conseguem tocá-lo de uma forma imoral, avassaladora e ao mesmo tempo inexplicável.

Jogar todo o mundo joga. Quem não joga não consegue sobreviver na sociedade, e, denomino-os fraco. Contudo, nem sempre o que os olhos analisam é verdadeiro, e é isso que complica tudo. Isso que faz dar aquela vontade de jogar tudo pra cima e ligar o foda-se para tudo e para todos. Fugir nunca será o melhor remédio, mas uma escapatória mais fácil e mais rápida de se esquivar daquilo que está por vir. Uma simples proteção.

Aproxima-se do abismo, e o que fará? Vozes em sua mente, embaralhadas, cada uma diz uma coisa, mas acaba crendo em outra e, o seu coração sofre em vão. O que mais vale à pena? Pergunte-se. As respostas sempre estarão dentro do seu íntimo, onde ninguém pode ver, a não ser você, pois sempre escolherá o melhor, o que o deixará mais satisfeito. De resto, é resto. Nem sempre podemos ter tudo aquilo que um dia sonhamos em ter. Temos de abrir mão para que novas coisas possam entrar e renovar. Nem tudo o que é velho é bom...

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